Controle ou cuidado? Análise aborda abuso digital no namoro
Comentário acadêmico reúne relatos de especialistas de dez países. Exigência de senhas e vigilância devem ser analisadas no contexto de coerção.
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Uma análise de Nina Jane Patel publicada em 30 de setembro de 2026 no Journal of Online Trust and Safety discute a dificuldade de reconhecer violência entre parceiros mediada por tecnologias. O texto reúne entrevistas com dez especialistas de organizações de dez países que atuam na prevenção da violência e no apoio a vítimas.
Quando a tecnologia se torna controle
O comentário descreve o uso de celulares, redes sociais, mensagens, rastreamento de localização e ferramentas de inteligência artificial para vigiar, coagir, assediar ou controlar parceiros e ex-parceiros. Os relatos dos profissionais apontam normalização da vigilância e dificuldades para nomear comportamentos abusivos.
Compartilhar localização por acordo mútuo não equivale, por si só, a abuso. Pressão, intimidação e restrição da autonomia mudam o contexto. Não é possível avaliar uma relação apenas pela existência de um aplicativo ou de uma senha compartilhada.
Limites da análise
A revista classifica o trabalho como comentário acadêmico. As entrevistas foram com especialistas de organizações parceiras do programa Abuse Is Not Love, da YSL Beauty, e não com uma amostra representativa de jovens. O artigo não permite calcular a frequência desses comportamentos em Ji-Paraná ou na população brasileira.
Ao discutir o tema, preserve a privacidade das pessoas envolvidas e evite expor relatos íntimos de terceiros nos comentários.
Fontes: Referência 1 · Referência 2.
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